Coisas que eu amo e coisas que eu não amo em Portugal

coisas que eu não amo em Portugal

No começo é só amor, não é? É um namoro que vai se desenrolando rapidamente. Saindo do Brasil e aterrizando na Europa, com toda aquela civilidade, antiguidade e possibilidades de passeios. Um prato cheio que cheguei querendo repetir até enjoar. Mas como qualquer namoro, tão logo passa a fase inicial da paixão, começamos a enxergar as coisas como são de verdade, sem o véu da ilusão, sem a projeção dos nossos sonhos e desejos. No post de hoje, então, eu conto algumas coisas que eu amo e coisas que eu não amo em Portugal, porque amor é assim, na alegria e na dor…

Coisas que eu amo e coisas que eu não amo em Portugal

Antes quero lembrar que amor ou não é puramente individual, baseado unicamente nas minhas expectativas, gostos e sonhos pessoais. Pode ser tão diferente para você ou para qualquer outra pessoa e está tudo certo. Essa é só a minha opinião.

10 Coisas que eu amo em Portugal

Claro que vou começar pelo amor! Desde que cheguei aqui foram tantas formas de encantamento que acho difícil até saber por onde começar. Considere que sou a louca das viagens e passeios. Imagine mudar para outro país onde quase tudo é novo? Nem preciso dizer que amo passear em Portugal. Mas além da minha inclinação pessoal, vou dar 10 motivos bem concretos, que poderiam ser 20 ou 30, pois até agora o amor vem superando em larga escala:

 

coisas que não gosto em portugal

Lugares encantadores para passear em Portugal

 

1. Amo passear em Portugal. São muitas as novidades que quero conhecer. São cidades, parques, praças, museus, castelos, praias, … a oferta turística no país, de norte a sul é incrível e variada. São experiências aliadas à história, arquitetura e natureza em um cardápio inteiro de novidades para alguém recém chegado. Uma verdadeira tentação. Além disso, o país é pequeno e fácil de se locomover. As estradas são excelentes e nós amamos uma roadtrip.

 

coisas que não amo em Portugal

Museu do Mar em Ílhavo

 

2. Amo a ligação que o povo português tem com o mar. É um orgulho do seu litoral e do modo de vida que vem dele. Orgulho das tradições relacionadas ao mar e do passado dos Descobrimentos. Não é para menos. O mar é responsável até hoje por grande parte da economia portuguesa e o povo reconhece. 

3. Amo a simplicidade portuguesa. Ela é genuína e sentimos a cada interação. É na forma de sorrir, de dizer “sim senhora”, é na falta de afetação ou competitividade, é na pouca importância à marcas e gêneros, é a valorização do que é simples, barato e ainda assim, de qualidade. Adoro quando as pessoas aqui falam, com orgulho, que compraram tal coisa por 2 euros, ou 3. Quando você diz que algo custa caro as pessoas te olham com pena, tipo: sério? Que coisa, você não deveria ter comprado isso por esse preço! 

 

coisas que não amo em portugal

Promoção de vinhos no mercado

 

4. Falando em preços baixos, eu adoro as promoções. Se você curte vinhos, saiba que seguidamente tem promoções de vinho no mercado. Aquele vinho de 12,99 euros você compra por 2,99 euros. Aquela roupa que custa 20 euros você compra por 2 euros na promoção. Assim é com praticamente tudo. Se você não tiver ansiedade ou pressa, espere até a promoção. Aproveito então para falar de outra coisa que eu amo aqui:

5. A sinceridade portuguesa. Chega a ser quase ingenuidade. São tantos exemplos maravilhosos que agora, quase um ano depois, eu ainda fico espantada (e feliz). É quando na loja a vendedora diz para você não comprar o item agora pois no final de semana ele estará com 45% de desconto! É quando a atendente da clínica lhe diz que o exame custa 25 euros, mas na clínica em frente fazem pelo sistema público, por 3,5 euros. Oi? É quando a atendente do museu pergunta se você vai estar na cidade no sábado, pois a entrada é livre. Tem como não amar? Agora, veja lá, sinceridade tem dois lados e a gente ouve coisas que não quer ouvir, também.

 

coisas que não gosto em portugal

Cozinhas lindas nos apartamentos portugueses

 

6. Adoro as cozinhas grandes dos apartamentos, adoro os vidros duplos e o conforto térmico dos apartamentos. Claro que não são todos, mas são muitos e não custam um absurdo por conta disso. Nós visitamos alguns apartamentos antes de alugar o nosso. Alugamos vários apartamentos no airbnb e todos tinham essa cozinha grande. Muito bom!

7. A segurança. Não tem como não falar nela. Andar na rua sem medo, falar ao celular, sem medo. Levar o computador no trem, no metro, sair à noite com as crianças e não ter medo. É claro que aqui também tem furtos e roubos mas são infinitamente menos. A chance de você sofrer um assalto a mão armada é quase nula, ainda que exista. O fato é que não temos medo disso, pois parece tão distante que não faz parte da nossa realidade.

8. Adoro a atitude DIY, low profile, humildade até. Pessoas simples que não estão nem aí com sua simplicidade. Claro que ainda não tive oportunidade de conviver com “altas rodas” e talvez isso seja diferente por lá, mas ao menos por enquanto, gostei da atitude que encontrei. O povo português parece ter um misto de orgulho por sua terra e seu passado glorioso ao mesmo tempo que sofre daquele velho complexo de vira-lata que, nós brasileiros, conhecemos tão bem. A economia está melhor mas sofreu muito e o povo também. Isso fica refletido nos semblantes e nas atitudes que encontramos diariamente.

9. Gosto muito da seriedade e, até mesmo, da rigidez na educação. Eu acredito em disciplina, em regras e em ordem e, mesmo que isso pareça retrógrado e ultrapassado, eu vejo no Brasil, por exemplo, uma falta total de tudo isso que está levando o país para o buraco. Respeito é importante sim e eu aprecio quando é uma sociedade inteira que colabora para a educação dos nossos filhos.

 

Modelos mais velhas e modelos plus size

Modelos mais velhas e modelos plus size

 

10. Finalmente, como mulher, gosto de saber que aqui em Portugal, envelhecer não é pecado. As pessoas não são excluídas ou viram transparentes por não serem jovens e belas. Adoro a juventude, mas quero ter o direito de envelhecer com dignidade, com direitos e, principalmente, com respeito. Aqui vejo pessoas de muita idade frequentando praças, mercados e todos os lugares. As pessoas mais velhas participam ativamente da sociedade, se encontram, caminham na rua, vivem! Portugal me parece ser um ótimo local para envelhecer.

 

10 Coisas que eu não amo em Portugal

 

1. O trânsito. Acho as pessoas bastante estressadas ao dirigir aqui. O que me causa muita estranheza pois, no geral, todos são calmos. Claro que mau humor e stress existem em todos os lugares, mas falo da falta de respeito por regras de trânsito, estacionar em locais absurdos, “empurrar” os carros para que saiam da frente, estacionar atrás de um carro já estacionado (no local certo) impedindo que este saia, e assim por diante.

 

coisas que não amo em portugal

Carros estacionados nas esquinas

 

2. O uso excessivo de plástico. Isso me incomoda e muito. É tanto plástico que não dá pra entender, sinceramente. Algumas embalagens de pão chegam a vir com duplo plástico. Alguns queijos fatiados vem com um plástico quadrado entre as fatias, além da embalagem plástica. Ainda não sei como funciona o sistema de reciclagem de lixo aqui, mas mesmo que seja espetacular, a quantidade de plástico utilizada é absurdamente grande.

 

3. O lixo nas ruas. Ainda se vê muito lixo nas ruas, apesar que nem se compara com o Brasil. Mas aqui não é o Brasil e eu esperava que o povo fosse mais bem educado em relação ao lixo. Ainda se vê cocô de cachorro nas calçadas e gente que passeia com seus bichos e não recolhe seus dejetos. Quando chove e o mar enche, podemos ver a quantidade de lixo que é trazida para a praia, o que dá uma tristeza imensa, já que Portugal tem uma área enorme de praias lindíssimas. 

 

4. O machismo exacerbado. Infelizmente vê-se nas ruas, nos noticiários e jornais, todos os dias algum episódio. Mais uma vez não é o caso de comparar com o Brasil, mas aqui há muita violência contra a mulher e há também discriminação e misoginia no âmbito profissional, com discrepâncias de salário e oportunidades.

 

5. A gentrificação de Lisboa e arredores (para quem não conhece o termo, gentrificação é um “processo de transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais” ali existentes, onde sai a comunidade de baixa renda e entram moradores das camadas mais ricas ou até mesmo estrangeiros). Existem muitos problemas associados à gentrificação de uma cidade, mas para além dos problemas sociais, eu tenho imenso receio que Lisboa perca a sua identidade, a sua alma, que é o que justamente a faz única no mundo. 

 

6.  A aparente “falta de limites” em relação às comidas do mar. Falo isso com bom-humor, não me entendam mal, mas eu não consigo achar normal algumas comidas que se come aqui. Coisas como caracóis (que encontramos ainda vivos no mercado!), percebes, lampreias e outros “quitutes” que considero muito estranhos … Ok, mais uma vez não estou comparando com o Brasil onde se come mondongo, dobradinha, coração de galinha, etc… mas não curto esses aí por lá, tampouco.

 

7. Os golpes. Sim, infelizmente aqui também tem os “espertos” que querem ganhar dinheiro às custas da ingenuidade dos outros. Só no ano passado conheci uma pessoa que sofreu um golpe terrível na compra de um carro (ela pagou o carro e nunca recebeu), outra no aluguel de uma casa (saiu até na TV), vimos reportagens sobre uma falsa empresa que arrecadava dinheiro para caridade, nas ruas (nós os encontramos várias vezes, inclusive) e que, na verdade era puro golpe, o dinheiro não ia para instituição alguma, e por aí vai…

 

8. O racismo e o preconceito contra os muito pobres ou estrangeiros. Sim, infelizmente há também. Nós nunca sofremos mas já presenciamos em diversas situações. E sempre é muito triste. Brasileiras, por exemplo, tem pecha de “putas” ou de “mulheres que roubam os maridos”. Fico muito chateada com essa generalização. Quando dizem que brasileiro é ladrão ou baderneiro. Existem brasileiros assim? Claro que sim, mas eu não sou, minha família não é e tantas outras famílias brasileiras que conheço aqui também não. Toda generalização é burra e deve ser evitada. Eu mesma acho o fim quando fazem piadas sobre portugueses. Conheci aqui e vejo diariamente provas de muita competência e inteligência. Racismo de qualquer tipo é muito triste.

 

9. Não gosto dos websites daqui, em geral. Acho chato de navegar, difícil de encontrar as informações, usabilidade pobre, quando não existente. Acho que o país está muito aquém dos avanços do mundo em termos de vida online. Isso está mudando e vejo o esforço e investimento, mas o desafio é no que já existe. Pelo que percebo há muito receio em investir nessa área ainda.

 

10. Dos serviços públicos. Deixei por último a cereja do bolo… é uma questão quase desesperadora para quem chega, até entender o modus operandi e relaxar, demora um tempo. Para fins de sobrevivência e sanidade, aceite que tudo o que você precisar vai ser difícil. Se você for em 3 repartições pedir algo, vai ter 3 respostas diferentes. Se disserem que demora um mês, vai demorar 3 (claro que estou generalizando), mas só para dar exemplos. Já contei em posts aqui como foi para solicitar nossas Autorizações de Residência e para trocar nossa carta de condução. Dois exemplos perfeitos daquilo a que me refiro. Seja qual for a situação, se um dia acontecer de você ser desrespeitado ou maltratado em uma repartição pública, fique calmo, olhe nos olhos do atendente e diga: “Eu lhe fiz algum mal, ou lhe faltei com o respeito?” Isso causa um choque de realidade imediato e a pessoa vai passar a lhe tratar de outra maneira. Se lhe derem um não como resposta e você tem convicção que o que pede, procede. Volte em outro horário, fale com outra pessoa ou vá em outra repartição. 99% das vezes resolve.

 

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Sobre o Autor : Claudia Bins

3 comentários

  1. luis fontes 18 de março de 2018, 19:01 comentar

    Coisa que não amo nos Brasileiros:
    – A maneira como criticam qualquer onde estão, sem se aperceberem que é grosseria e falta de educação, afinal vieram de um país conhecido como caótico, corrupto e violento.
    – A covicção que possuem o direito de exercer tais críticas, assim como estabelecer comparações á sua realidade, enquanto estão a esquecer o inferno que estiveram a passar em seu país, onde poderiam a qualquer momento receber um balázio .
    E para finalizar, a quantidade absurda de brasileiros e brasileiras a comentarem sobre Portugal, como se nós os portugueses estivéssemos mínimamente interessados em sua opinião.
    Saibam que nós, os portugueses razoávelmente cultos e realizados, vivemos nossas vidas e simplesmente ignoramos os vossos modos tropicais, vossa cultura e maneira de estar. Por tal causa, os brasileiros estão a condenar-se a si mesmos a vida de guetos culturais e comunidades, por serem incapazes de perceber e adaptarem-se a outro contexto cultural.
    Somente os próprios brasileiros devem resolver seus problemas. Fugir do Brasil e criticar onde estão a refugiar-se de sua sociedade falida sabe mal a quem lê tais dissertações.

    • Claudia Bins 18 de março de 2018, 20:43 comentar

      Prezado Senhor Luis,

      Em primeiro lugar, boa tarde.
      Agradeço imenso seu comentário e digo que amo vosso país. Sou verdadeiramente apaixonada por Portugal e sinto assim mesmo que não vivesse por cá. Ainda assim, o amor não me isenta de desgostar de coisas que em momento algum desfazem ou diminuem o amor que sinto. Não vejo a vida como uma dualidade única entre amor e ódio, portanto, me sinto sim, bem à vontade de expressar minhas opiniões, sem ver qualquer falta de respeito na forma com que fiz isso.

      Acho inclusive importante ressaltar que há problemas aqui e que as pessoas devem saber deles. Eles existem em todos os países, de um jeito ou outro.
      A propósito, me sinto muito bem aculturada e com amigos portugueses muito queridos que, generosamente, ajudam no processo.

      Volte sempre,

      Claudia

  2. Armando Silva 15 de julho de 2018, 23:25 comentar

    Luís Fontes, concordo consigo e não vale a pena dar importância a quem não a tem.
    Mais uma da geração Nutella… aff.
    Quem não está bem, que se mude.

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