Dia dos Pais

Dia dos Pais

Todos os anos com a proximidade do dia dos pais alguma coisa acontece no meu coração… :-). Não, não é só aquela propaganda linda na TV ou os vídeos emocionantes no Facebook. O que acontece, de verdade, é que eu olho os pais que existem na minha família e percebo o quão privilegiados nós somos.

Dia dos Pais

Meu pai sempre foi presente. Do jeito dele, meio durão, mas estava sempre lá. Uma das lembranças mais ternas que tenho da infância é quando ele contava estorinhas para nós, sobre uma família de índios onde as crianças sempre eram protagonistas. Ele inventava variações e mirabolações que faziam referência a algo que acontecia em nossa casa. Era delicioso ver as conexões, as aventuras e os finais felizes.

Tinha também as massagens curadoras. Meu pai sempre dizia quando tínhamos dor de barriga ou outra dor, que faria uma massagem muito especial, energizada com amor, que certamente aliviaria nossa dor. Aquela mãozona quentinha junto com palavras suaves operavam algum milagre certeiro, porque eu sempre me sentia melhor.

As pescarias no açude, os verões na praia, a TV nos dias frios compartilhando uma lata de leite condensado, tudo isso está em minhas lembranças de infância, diretamente associadas à figura paterna.

Dia dos Pais

Quando resolvemos ter filhos, eu me perguntava como seria com o marido. Será que ele seria afetuoso, cuidadoso, presente? Por mais que a gente imagine que conhece uma pessoa, não tem ideia como ela vai reagir a um evento tão grandioso quanto a paternidade. Conheço pais que se afastaram da família e isso é bem triste. Conheço mães que são super guerreiras cuidando dos filhos, do trabalho e da casa sem um parceiro que divida com elas a responsabilidade.

Também conheço pais assim, que assumiram a tarefa sozinhos, sem a mãe para participar da criação. Pais cada vez mais reais em nossos dias, ainda que minorias.

Mas meus receios passaram assim que as meninas nasceram. O marido sempre foi presente, em todas as fases. Divide comigo e, muitas vezes faz até mais. Percebo que a medida que as meninas crescem ele fica ainda mais presente. Genuinamente interessado nelas, quer saber tudo, conversa sobre tudo, orienta, leva e busca, participa de tudo. Cuida de todas nós com zelo e amor. Fica brabo se eu digo que ele ajuda! Não ajuda nada, ele diz. Divide a responsabilidade, isso sim.

Dia dos Pais

Acredito que sua criação tenha muito a ver com seu comportamento. Seu pai, o “vô Nei”, sempre foi muito presente e participativo, segundo minha sogra e, como diz o ditado, a fruta não cai longe do pé. Se as palavras comovem, os exemplos arrastam e no caso da paternidade não haveria de ser diferente.

Tenho certeza que nossas meninas terão as melhores referências masculinas possíveis. Homens fortes, cheios de personalidade e garra mas com a suavidade que vem das relações amorosas. Elas veem, em seu dia a dia, uma relação homem-mulher baseada em respeito e amor. Espero e rezo todos os dias, para que elas tenham a sorte de encontrar homens assim em suas vidas.  Ensino sempre que elas devem observar as atitudes dos seus futuros namorados. Aprender a identificar os sinais de quem é bom de coração e quem não é. Quem é honesto e sincero. Quem trata elas bem. Que somente palavras não são suficientes se não forem acompanhadas de gestos concretos de amor e respeito. E é tudo isso que elas tem em casa, vendo seu pai, avôs, tios e primos. Todos pais excepcionais.

Feliz dia dos Pais!

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Sobre o Autor : Claudia Bins

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