Paris dia 01: Museu do Louvre com As Passeadeiras

Desde o primeiro dia que falamos em visitar Paris, As Passeadeiras aqui de casa elegeram o Museu do Louvre como prioridade para visitar. Não foi exatamente uma surpresa. As meninas cresceram visitando museus e nós acreditamos que museus são lugares mágicos, cheios de histórias fantásticas pedindo para serem conhecidas.

Sim, essa é a abordagem que fazemos. Confesso que dá um baita trabalho. Trabalho este que faço com imenso prazer, já que arte e história são duas de minhas (tantas) paixões. Para facilitar a vida de vocês, que querem fazer o mesmo, no post de hoje eu conto como foi a preparação para a visita ao Museu do Louvre e como foi a visita em si, logo no primeiro dia que chegamos a Paris.

Vem com a gente!

 

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Museu do Louvre

O imponente prédio do Louvre

 

Um pouco de história

Tudo começou com a construção de uma fortaleza às margens do Rio Sena, lá em 1190, com muralhas e torres, que serviu de castelo ao rei Felipe Augusto. Mais tarde, virou residência real do rei Carlos V, no século XIV, que deu ao complexo um “ar” mais “nobre”.  Muitos anos depois, a corte foi toda para Versailles, deixando o Louvre meio que abandonado, até que em 1793, durante a Revolução Francesa, finalmente encontrou sua vocação e virou museu, passando por diversas reformas, adaptações e melhorias até ficar como conhecemos hoje em dia.

São 60 mil metros quadrados de área, que abrigam obras significativas à evolução humana, verdadeiros testemunhos da nossa história, além de alas palacianas, da época de Napoleão, mostrando a imponência e o luxo onde vivia o grande (!) imperador.

Três alas

– Richelieu

– Denon

– Sully

Oito departamentos:

– antiguidades egípcias

– antiguidades do oriente

– arte grega, romana e etrusca

– arte islâmica

– artes decorativas

– pinturas

– gravuras e desenhos

– e esculturas

 

Museu de Louvre

Os aposentos de Napoleão

 

Curiosidades

– O Louvre é o museu mais visitado do mundo

– Tem 403 salas, 14 km de corredores (!), 10 mil degraus e 410 janelas (fonte: Conexão Paris)

– Das 406 mil obras do museu, “somente” 35 mil estão expostas

– A Mona Lisa, uma das principais obras do Louvre, foi roubada em 1911. O pintor Pablo Picasso e o escritor Gullaume Apolinaire foram detidos como suspeitos. Somente 2 anos depois descobriram o ladrão, um vidraceiro italiano, quando tentava vender a obra, na Itália. (Fonte: Guia essencial do Museu do Louvre – Patrícia de Camargo)

 

Museu do Louvre

3 obras imperdíveis no Louvre: Vênus de Milo, Vitória de Samotrácea e Eros e Psiquê

 

O que ver

Minha vontade é dizer: Tudo! Mas sabemos que é impossível em uma só visita (na verdade, nem em muitas visitas. Seria preciso algo como meses para ver todas as peças). Sendo assim, há duas opções. Ir e flanar pelo museu, sem roteiro. Simplesmente apreciando as obras que encontrar pelo caminho. Sim, é possível. Se optar por fazer isso, mantenha os olhos (e o coração) abertos. Anote as obras que gostar mais e pesquise sobre elas depois. Mesmo sem grandes planejamentos você pode aprender muito, ainda mais se tiver com crianças junto. O interesse genuíno dos pais é o melhor incentivo para os filhos.

Agora, se você é como nós e gosta de fazer o tema de casa antes, pode pesquisar as obras que gostaria de ver. Envolva as crianças na pesquisa (elas adoram buscar no google). Conheça as histórias das obras, conte às crianças, elas vão adorar.

 

Museu do Louvre

Caça ao Tesouro – Museu do Louvre

 

Nós fizemos a segunda opção e, para isso, criei um folheto do tipo Caça ao Tesouro, com as obras que eu considero mais importantes (ou as que eu gosto mais, simplesmente). Para isso, comprei o Guia do Louvre, da Patrícia de Camargo, do site Turomaquia. Também pesquisei diretamente no site do Museu, onde tem muitas informações fidedignas. Como resultado, nosso Caça ao Tesouro ficou lindo!

Você pode baixá-lo gratuitamente clicando no link abaixo. 

 

Caça ao Tesouro As Passeadeiras

 

Museu do Louvre

A rendeira, A balsa da Medusa e a Mona Lisa

 

Caça ao Tesouro: Como utilizar

Como você vai perceber, as obras no folheto estão desordenadas em termos de localização. Portanto, pegue o mapa do museu já na chegada e identifique o local das obras. Se você não quiser, não faça todas as obras, marque aquelas que realmente quer ver e agrupe-as por ala.

O Louvre tem uma arquitetura meio complicada para os visitantes. Imagine um prédio enorme ao redor de um pátio gigante. Para ir de uma ala até a outra, o único jeito é atravessando as alas, uma a uma, justamente por conta do pátio central. Por isso a melhor maneira é visitar as obras em uma ala, antes de partir para a próxima.

Para ajudar você que visita com crianças, vou deixar aqui o resumo de 2 obras que estão no folheto da Caça ao Tesouro e que tem mitos gregos associados. São estórias que as minhas meninas adoraram conhecer e que fizeram toda a diferença quando viram as peças no museu. Elas sabiam o que estavam vendo e isso tornou a visita muito mais interessante.

Aproveite e conte às crianças que os Gregos, na falta de uma ciência tal qual conhecemos hoje em dia, utilizavam os mitos para explicar os fenômenos da natureza e da alma, sempre utilizando os deuses e semi-deuses como vetores das estórias.

 

Museu do Louvre

Eros e Psiquê


Eros e Psiquê – Antonio Casanova 1787-93.

Retrata o momento em que o deus do Amor, Eros, beija sua amada Psique, trazendo-a de volta ao mundo dos vivos. A escultura de Canova é um magnífico exemplo do ideal neoclássico da perfeição de forma e acabamento.

Havia um rei na Grécia que tinha três filhas. Psiquê, a mais nova de todas, era de rara formosura. Chegado o momento de se casar, o rei recebeu um misterioso aviso: que a levasse para uma montanha selvagem e a deixasse lá. Como o povo tivesse comparado a beleza de Psiquê com a de Afrodite, esta se sentiu ofendida e planejou vingar-se. Ordenou ao seu filho Eros que casasse Psiquê com o homem mais monstruoso da Terra. Porém, o jovem deus apaixonou-se por ela e a levou, conduzida por um vento mágico, para um palácio onde a donzela ficou aos cuidados de seres invisíveis que tocavam músicas encantadoras e lhe serviam deliciosos manjares.

A moça vivia feliz com seu esposo Eros, porém, não lhe podia ver o rosto nem conhecer a sua identidade. O esposo de Psiquê era muito amável, mas como só lhe aparecia à noite, a jovem sentia-se muito só durante o dia. Esperava ansiosamente pela noite para ter a companhia de seu esposo. Certo dia, as irmãs invejosas de Psique foram visitá-la e vendo que a moça não podia ver o rosto do marido, envenenaram-lhe o espírito, fazendo com que ela, descumprindo a promessa que fizera ao amado, lhe espiasse o rosto durante a noite, enquanto ele dormia. Ficou tão encantada com a beleza do homem ao seu lado que lhe deixou pingar uma gota de azeite quente da lamparina em seu ombro, despertando-o.

Magoado, Eros abandonou Psique. Mas, na manhã seguinte, ela se dispôs a seguí-lo e, depois de ter perambulado tristemente pelo mundo, chegou ao palácio de Afrodite, onde se deixou ficar como criada, com a esperança de recuperar o amor de Eros. Mas a deusa, mais cruel do que nunca, empregou-a nos trabalhos mais perigosos, para que neles encontrasse a morte. Com ajudas recebidas por parte de deuses e de forças da natureza, a jovem conseguiu dar conta de todas as tarefas. Então, Afrodite enviou-a até o reino de Hades para pedir à rainha Perséfone os seus segredos de beleza. A jovem foi advertida de que não poderia espiar o conteúdo da caixa que guardava esses segredos, mas, não agüentando de curiosidade, abriu-a e o que encontrou lá dentro foi o sono eterno. A moça caiu sobre a erva; mas Eros que a tinha seguido, foi em seu auxílio e, recebendo a ajuda de seu pai, Zeus, fez voltar a vida à jovem e, depois tomou-a nos braços e, batendo as asas, levou-a para o seu palácio encantado. Onde viveram para sempre felizes.  Fonte: Mitos Gregos

 

Museu do Louvre

Hermafrodite endormi

 

Hermaphrodite Endormi – Obra do Séc. II, restaurada por Bernini no séc. XVII

A antiga escultura foi descoberta nas primeiras décadas do século XVII no terreno de Santa Maria della Vittoria, adquirida pelo poderoso Cardeal Borghese, foi restaurada pelo escultor barroco Bernini, que a colocou sob um colchão capitoneado magnífico.

Hermafrodito era filho de Hermes e Afrodite. Foi levado pelas ninfas até o Monte Ida, uma montanha sagrada da Frígia. Quando atingiu quinze anos, sentindo-se enfadado do lugar, viajou para as cidades da Lícia e de Cária. Estava nos bosques da Cária,  quando encontrou Salmacis, uma náiade, em sua humilde casa amarela que fica situada numa lagoa.

Tomada de luxúria ante a beleza do jovem, ela tentou seduzi-lo, mas foi rejeitada. Quando pensou que ela havia ido embora, Hermafrodito despiu-se e entrou nas águas vazias do lago. Salmacis então saiu de trás duma árvore e mergulhou, enlaçando o moço e beijando-o violentamente, tocando em seu peito.

Enquanto ele lutava por desvencilhar-se, ela invocou aos deuses para nunca mais separá-los. Seu desejo foi concedido, e seus corpos se misturaram numa forma intersexual. Hermafrodito, aflito e envergonhado, fez então seu próprio voto, amaldiçoando o lago de forma que todo aquele que ali se banhasse seria igualmente transmutado, como ele próprio. Fonte: Mitos gregos

 

Louvre – Informações práticas

Horários de abertura:

Seg, Qui, Sab, Dom: 9 a.m.–6 p.m.
Terças: Fechado
Quartas e Sextas: 9 a.m.–9:45 p.m.

O museu do Louvre está fechado nas seguintes datas:

01 de janeiro
01 de maio
08 de maio
25 de dezembro

Ingressos:

– Adultos: 17€

Acesso gratuito em algumas ocasiões:

– no 1° domingo dos meses de outubro à março;
– no dia 14 de julho;
– Menores de 18 anos, sempre;
– para  residentes na União Europeia até 25 anos
– para pessoas com deficiência e um acompanhante em qualquer dia;
– Menores de 26 anos, de qualquer nacionalidade, às sextas-feiras após às 18:00.

Como chegar: de Metrô (estação Palais-RoyalMusée du Louvre), ônibus 21, 24, 27, 39, 48, 68, 69, 72, 81, 95 ou de Uber.

Dica 1 As Passeadeiras:

Compre os ingressos online, no site do museu. É bem fácil, mesmo que você não fale inglês ou francês, clicando aqui. As vantagens são que você evita as longas filas na bilheteria do museu. Com o ingresso impresso em mãos você só tem que escolher qual a ala vai iniciar sua visita. Dirija-se até ela e apresente o bilhete impresso no controle. Menores de 18 anos tem entrada gratuita e você só precisa apresentar um bilhete de identificação para eles (não precisa um bilhete), no mesmo local (caso seja solicitado. Não pediram para nós, mas tínhamos os documentos, da mesma maneira).

A desvantagem é que comprando online você precisa escolher um horário de visita. O que nos leva a próxima dica.

Dica 2 As Passeadeiras:

Se for possível, escolha visitar o museu nos dias que abre até mais tarde (quartas e sextas). Se você chegar às 17:00, vai ter quase 5 horas para percorrer o museu. Vai ter tempo de sobra para ver as principais obras e ainda descansar durante o percurso. Pela minha experiência, estando ou não com crianças, poucas pessoas aguentam mais tempo que isso em um museu. A gente bem que tenta, mas o cansaço fala mais forte. Se não for possível visitar quarta ou sexta, vá no primeiro horário da manhã. 

Dica 3 As Passeadeiras:

Leve água e biscoitos, chocolates e balas. Algo que dê um ânimo e energia, vocês vão precisar. Mas procure não levar mochilas, para não ficarem retidas na segurança. Leve bolsa de mão somente.

 

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Para terminar, depois de uma visita dessas a melhor coisa é relaxar. Para isso, escolhemos um McDonald’s (me julguem) pertinho da Rue de Rivoli, ao lado do Louvre. As meninas adoraram e ficamos ali, bastante tempo relaxando e relembrando a nossa visita. Depois pegamos um Uber para voltar ao hotel. Valeu muito!

Continuem ligados que novos posts contando em detalhe nossa visita à Paris estão a caminho. Por enquanto podem ver no link abaixo o roteiro resumido, com os passeios e custos, dia-a-dia.

 

Leia aqui o post com o roteiro completo de nossa visita à Paris e à Disneyland

 

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Museu do Louvre

 

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Sobre o Autor : Claudia Bins

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