Mães Empreendedoras – Viver e Melhor

Viver e melhor

A nossa série com mães empreendedoras continua hoje, com a Bethânia Albuquerque, mãe de duas meninas que acabou deixando a vida no mundo corporativo e se tornou Coach, na busca por mais tempo para sua família. A cada entrevista que eu leio, aumenta  minha admiração por essas mulheres incríveis. Elas me inspiram todos os dias, me enchem de energia quando as coisas ficam um pouco difíceis. Olhar para os lados e ver exemplos de mães batalhadoras, guerreiras que persistem e lutam para ter seu lugar ao sol profissionalmente, enquanto exercem seu papel mais desafiador, o de mãe, me fazem ficar mais forte, ter mais garra ainda. Com vocês, Bethânia:

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As filhas da Bethânia

1. Qual o seu nome? Conte um pouco sobre sua família, quantos filhos tem e qual a idade deles.

Sou Bethânia Albuquerque, tenho 34 anos e sou casada a 15 anos com o Thiago, temos duas lindas meninas – Bárbara 13 anos e Maria clara 7 anos – Sou apaixonada pela família que construímos.

2. Qual sua formação ou experiência de trabalho? Você já trabalhou como funcionária antes de abrir seu negócio?

Sempre fui da área comercial, meu forte sempre foi relacionamento. Trabalhei por 15 anos no corporativo e a ultima empresa em que atuei fiquei por 9 anos, trabalhava com projetos de TI, atuava como gerente de negócios e estava sempre em reuniões com clientes para fechamento de projetos de grande impacto tecnológico em empresas de médio e grande porte.

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3. Você decidiu abrir seu próprio negócio. Pode contar qual é o negócio, a quanto tempo ele existe e porque tomou essa decisão?

Por necessidade pessoal e familiar eu escolhi, entre 2012 e 2013, sair do corporativo, foi uma decisão difícil, visto que, a minha renda era significativa para nossa família. Mas eu via e sentia uma  necessidade gigante de “me apresentar” para minhas filhas e para mim mesma. Estava no automático e isso vinha me fazendo mal.

Meu diretores foram super compreensivos e me deram a oportunidade de trabalhar home office, eu ia na empresa entre 1 e 2 dias, e as reuniões eu adaptava, fiquei assim por 1 ano, quanto mais eu ficava em casa, mas eu sabia que devia ficar. As trocas e entregas junto das minhas filhas, do meu marido e da  minha essência me faziam, cada dias mais, entender que essa era a melhor escolha.

Antes de sair entendi que eu precisava ter alguma ocupação que me possibilitasse conciliar a vida pessoal e profissional. Então, depois de algumas pesquisas e de muito procurar, eu comprei uma franquia de produtos sustentáveis. Trabalhei nela em paralelo com o home office da empresa por alguns meses e logo pedi o desligamento da empresa, foi difícil, mas entenderam e ainda consegui um ótimo acordo financeiro (eu já havia feito um planejamento financeiro e isso veio a agregar) sai super empolgada com minha nova vida de empreendedora e mãe em tempo integral, foi um momento de muita felicidade, um novo ciclo, uma nova vida.

Com isso passei a dedicar mais tempo para mim e para as crianças, comecei a estudar mais comportamento humano (que sempre foi uma paixão) mas eu tinha como hobby, e fui tocando e trabalhando minha franquia (que era mais online).

Não deu certo! A minha experiência com franquia foi péssima. Não havia flexibilidade, o processo da empresa era engessado e eu não me adaptei. Como vi que isso não daria certo, comecei a procurar novas oportunidades de negócio no empreendedorismo, logo depois, decidi montar uma produção de bolos caseiros com minha mãe e rompi meu contrato com a franquia (puta desgaste e frustração). Como a primeira experiência havia me frustrado, resolvi que dessa vez eu faria tudo, criei todo o conceito da marca, desde o plano de negócios, até a parte de mkt para divulgação, fiz site, comunicação com as redes sociais, planejamento financeiro, comercial e fui, junto da minha mãe, estudar a coisa prática do negócio, coloquei a mão na massa e passei a fazer bolos caseiros (sempre fui péssima com a cozinha, rs).

Esse projeto deu super certo, o modelo que montei (com venda para o varejo e para o atacado – por pedaço em cantinas, restaurantes e lanchonetes – com entrega no local (não havia ponto fixo) bombou. E foi uma ótima experiência, porém, chegou um momento que eu precisei tomar uma decisão, eu precisava crescer, mas não tinha vontade. Me questionei, sofri e chorei…por fim, decidi passar tudo para minha mãe e seguir o que o meu coração pedia (como estava em meio a um processo de coaching, resolvi arriscar e tentar fazer aquilo que me apaixonava)

Fui chamada pelo instituto em que me formei para atender algumas mulheres em um projeto social deles, AMEI a experiência e senti vários arrepios voluntários quando falava com essas mulheres, era uma coisa de louco, me encontrei com o desenvolvimento pessoal. Continuei meus estudos e criei um blog, passei a ser procurava para atender e criei um programa de coaching para mulheres, de lá para cá as coisas começaram acontecer, tenho dado palestras no Sebrae, tenho falado para mulheres em escolas, tenho atendido via SKYPE e tenho aprendido demais nessa nova caminhada.

Hoje estou, além de atendendo individualmente, montando alguns cursos online e trabalhando em um novo projeto de coaching em grupo online que é mais acessível, para com isso conseguir impactar ainda mais mulheres.

Sou e estou apaixonada por tudo isso, a grana ainda não apareceu daquele jeito que esperamos sabe? Mas eu sei que será uma consequência e estou tranquila quanto a isso, meu planejamento financeiro já se foi, rs, foram tantas cabeçadas que ele acabou. Mas sigo com força e fé.

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4. Como foi a reação da sua família quando decidiu abrir seu negócio? Em algum momento você se sentiu pressionada ou desestimulada?

Pressionada não, tive muito apoio e confiança dos mais próximos, porém, percebi que depois da desistência nos Bolos, houve uma certa distância das pessoas em perguntar e incentivar, nesse novo projeto me sinto sozinha, me parece que as pessoas não entendem, é algo muito novo e subjetivo, tem sido complicado.

Depois que a grana acabou – há pouco tempo – tenho tido alguns incidentes em casa com a minha família, é uma nova realidade e a adaptação não é fácil, tenho me centrado para não deixar a peteca cair e poder passar segurança a todos e não acabar com a minha.

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5. Quais foram os maiores desafios que encontrou até hoje?

Todos os possíveis, rs. O empreendedorismo é muito solitário, tem que querer, tem que ter um porquê, tem que buscar seus próprios motivadores.

Acho que meu maior desafio foi não saber o que eu queria, podia e sabia fazer (como profissão). As respostas estão dentro de nós, mas sempre buscamos fora, e perceber isso não é fácil e super doloroso.

6. Pode compartilhar algum erro ou situação que gostaria que não tivesse acontecido?

O que eu sempre falo e gosto de enfatizar é essa questão do planejamento de dentro para fora, antes de se criar qualquer plano de negócio ou ir buscar qualificação, é importante se entender.

7. Você trabalha de casa ou tem um espaço seu ou compartilhado, fora de casa, para trabalhar?

Trabalho de casa, fiz um office bem bacana e atendo de casa, só saio para networking (rodas, palestras e algumas reuniões com empresas)

8. Quais conselhos você daria a pessoas que pensam em empreender também?

Se permitam respirar, não saiam do corporativo ou qualquer outro trabalho e já comecem um negócio, se permitam se entender, busque qualificações, mas antes, entenda seu íntimo.Temos muitos medos e ás vezes enfiamos os pés pelas mãos, com os resultados que eu tive percebi que poderia ter evitado muita perda de dinheiro e energia, e isso me faz falta hoje, se eu tivesse me permitido respirar, talvez pudesse ter sido diferente.

O melhor é se entender antes de se colocar em ação, para que toda intenção se alie com essa ação.

9. Tem algum outro ponto que você gostaria de compartilhar conosco?

Nunca desistam nos primeiros obstáculos, somos mais capazes do que imaginamos. Tentem sempre sair de círculos viciosos de emoções negativas o mais rápido que puderem (como medos, raivas, frustrações, angustias, tristezas). O caminho se faz caminhando, e as adversidades sempre chegarão, o importante não é a cura e um caminhar tranquilo, isso não existe, o importante é a consciência e a constância. Perceba e retome sempre que precisar, uma hora faz mais sentido e fica mais leve. Somos capazes de muito.

10. Deixe seus dados para contato, webpage e conte sobre seus produtos/serviços para que possamos conhecer melhor o seu trabalho.

Hoje eu sou Coach, trabalho com o Positive Coach e com foco no desenvolvimento pessoal, profissional e emocional da mulher, meu trabalho é pautado pela ótica da Psicologia Positiva

Também trabalho como facilitadora de mudanças e de EFT (técnica de libertação emocional).

Meu trabalho visa a orientação pessoal e profissional da mulher tendo como principio maior o autoconhecimento e o resgate do poder pessoal. Eu acredito na transformação de dentro para fora. Você ajusta dentro e reflete fora, se autoconhecer, descobrir suas forças pessoais, suas habilidades, seus talentos, valores e até sua missão de vida despertam em você toda atitude necessária para buscar a vida que deseja ter. O desenvolvimento visa o autoconhecimento, o gerenciamento das fraquezas e o desenvolvimento das forças, o resgate da sua melhor versão, do seu poder pessoal e o gerenciamento e desbloqueio das emoções que impedem o seu crescimento. Essas são atitudes poderosas que promoverão o seu despertar e florescimento.

No blog é possível conhecer mais dos serviços e todo o conteúdo que disponibilizo por lá (vídeos, áudios, textos) além do depoimento de queridas que já passaram pelo processo.

Um beijo e muita luz a todas a mulheres, mães que estão nessa jornada, “tamo juntas!”

e-mail: be.albuquerque@viveremelhor.com.br

Blog e redes sociais:

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Sobre o Autor : Claudia Bins

25 comentários

  1. Adriano Bisker 20 de junho de 2016, 17:34 comentar

    Que experiencia incrível!!
    Que matéria sensacional!!
    E principalmente, adorei as dicas passada pela Bethania!

    • Bethânia Albuquerque 26 de junho de 2016, 16:25 comentar

      Fico Feliz que tenha gostado Adriano, compartilhar nossa experiências nem sempre é simples, mas saber que pode, de alguma forma, inspirar o outro é muito recompensador. Muito obrigada 😉

  2. fanny Carpentieri 20 de junho de 2016, 18:25 comentar

    Mulher guerreira, batalhadora, foi atras de um ideal e após lutar bastante chegou ao objetivo dela! Parabéns pelo Trabalho de coach que é muito bacana poder levar suas experiencias para o próximo! beijossss

  3. Laís Sass 20 de junho de 2016, 19:15 comentar

    Claudia, que legal! Bethânia parece ser uma ótima profissional e ainda trabalha com psicologia positiva! Demais!!!

  4. @caroleassinhazinhas 20 de junho de 2016, 22:58 comentar

    Experiência muito legal! Adorei!

  5. Mãe de Guri & Guria 21 de junho de 2016, 17:17 comentar

    Gostei muito!
    Bethânia pautou verdadeiramente suas opiniões, frustrações e conquistas. Não é fácil olhar para dentro, se conhecer e se permitir. Parabens!

    • Bethânia Albuquerque 26 de junho de 2016, 16:31 comentar

      Gratidão!!! Sim não é fácil, mas é o caminho que nos leva para mais próximo daquilo que verdadeiramente desejamos. Que possamos nos permitir cada dia mais. Um beijo.

  6. Mila 22 de junho de 2016, 19:23 comentar

    Adorei o bate papo!!! Muito bom saber que não estamos sozinhas nessa tarefa de ser mãe empreendedora/trabalhadora! Nós da um gás

    Beijos Mila (@mundodamae)

    • Bethânia Albuquerque 26 de junho de 2016, 16:33 comentar

      Mila, estamos juntas 😉 Fico feliz que você tenha gostado e que o bate papo tenha te motivado. Um beijo!

  7. Michele Gobbato 22 de junho de 2016, 22:20 comentar

    Adorei o bate papo e conhecer mais um pouco sobre mais uma mãe empreendedora … Parabéns e sucesso

    Bjs Mi Gobbato – Espaço das Mamães

  8. Pauleni Gomes 23 de junho de 2016, 16:33 comentar

    Linda historia e muito inspiradora.! Uma mulher sempre em busca do melhor!
    @nossasaogemeos

    • Bethânia Albuquerque 26 de junho de 2016, 16:35 comentar

      Pauleni, gratidão pelas palavras, fico feliz que tenha gostado e que possamos sempre buscar o nosso melhor. Um beijo!

  9. Nicácio Belfort 24 de junho de 2016, 17:11 comentar

    Super dicas, ótimo post 😉 sucesso

  10. Mariana 26 de junho de 2016, 00:02 comentar

    Que materia otima e dicas excelentes
    MaRI
    vAMOS mAMAES

  11. Juliana Carreras 26 de junho de 2016, 17:18 comentar

    Bela entrevista! Mãe e batalhadora! Para ser coach é preciso ser muito positiva! Parabéns!

    • Bethânia Albuquerque 28 de junho de 2016, 14:26 comentar

      Gratidão pelas palavras Juliana :) Ser positiva é algo que busco sempre no meu dia a dia e na minha relação com minhas clientes, parece óbvio e até clichê, mas faz uma diferença na nossa rotina. Beijos!!!

  12. Luciana Emely 26 de junho de 2016, 18:04 comentar

    Que história linda e que força de vontade e coragem!!!!! Adorei as dicas e conhecer um pouco mais sobre ela! Beijos

    • Bethânia Albuquerque 28 de junho de 2016, 14:27 comentar

      Que bom ler isso Luciana! Gratidão!!! Fico muito feliz que você tenha gostado das dicas. Beijos!

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